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Source:  http://www.jornalopcao.com.br/index.asp?secao=Imprensa&subsecao=Colunas&idjornal=113
Goiânia, 09 de agosto de 2009
De: 26 de dezembro de 2004 a 01 de janeiro de 2005

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  Imprensa

Euler de França Belém
ffeubel@uol.com.br

Sem agrados

Nos áureos tempos, a Organização Jaime Câmara premiava seus funcionários com um abono de Natal equivalente a 30 por cento do salário. O presente foi desaconselhado pela assessoria jurídica da OJC, que via no mimo o risco de que se transformasse, definitivamente, em um 14º salário.

Nos anos seguintes, pelo menos um panetone era distribuído ao pessoal. Neste ano, nada. Para decepção, principalmente, da parte de baixo da estrutura funcional da empresa, formada pelos que recebem até 400 reais por mês.

Laranja na estrada

O Pop e o Diário da Manhã deram destaque para a candidatura de Sebastião Macalé a presidente do time do Goiás, equiparando-o ao favorito, Raimundo Queiroz.

Na semana passada, Imprensa, em tom irônico, sugeriu que Macalé era apenas “laranja”, e o resultado das urnas, que garantiram a reeleição de Queiroz, provou que a coluna estava certa, e os outros jornais, errados.

Inquérito paralelo

Apesar dos boatos, é difícil acreditar que a Polícia Militar comanda um inquérito paralelo ao da Polícia Civil para investigar o assassinato do médico Marcelo Pacheco Brito.

É difícil acreditar também em duas coisas: que o major Davi Dantas (suspeito de ter matado ou encomendado a morte do médico) está sendo tratado como hóspede de luxo na Academia de Polícia Militar e que a PM estaria escondendo informações (da Corregedoria) a respeito do oficial.

O comandante-geral da PM, coronel Marciano Queiroz, além de competente, é um militar íntegro.

Rosenwal denuncia censura em outdoor

De Ronaldo Ferrante, diretor comercial do Pop, durante almoço no Sebrae: “Rosenwal Ferreira não recebia salário para escrever em O Popular”.

Rosenwal Ferreira colocou outdoors na cidade com o título de “Sem censura”, sugerindo que foi censurado no Pop (pela editora-executiva Cileide Alves).

O jornalista anuncia também que começa a escrever artigos no Diário da Manhã em janeiro. Sabe-se que houve resistências no DM, mas o proprietário convenceu a redação.

Bob capital

O jornalista Bob Fernandes deixou a revista CartaCapital, onde ocupava o cargo de redator-chefe, na semana passada. Ele vai escrever livros.

Ele era tido, pelo próprio Mino Carta, diretor de redação, como o “Bob capital”.

DEU NA FOLHA DE S. PAULO

Editora de SP é acusada de plagiar mais duas obras

Traduções de “Mulheres Apaixonadas”, de D.H. Lawrence, e “Os Sonâmbulos”, de Hermann Broch, são copiadas

LUIZ FERNANDO VIANNA - Da Sucursal do Rio

Constatada pela Folha em 11/12, a cópia da tradução de Francisco Inácio Peixoto para o romance Oblomov, de Ivan Alexandrovitch Gontcharov, não é o único caso de plágio da editora Germinal. O crítico Alfredo Monte, de A Tribuna, de Santos, revelou em julho deste ano que outros dois livros do selo paulista são cópias de traduções já existentes.

Um dos livros é Mulheres Apaixonadas, do autor inglês D. H. Lawrence (1885-1930). A Germinal lançou em 2002 uma tradução assinada por Felipe Padula Borges, sobrinho do então proprietário da editora, o advogado e jornalista Wilson Hilário Borges, morto em março de 2002 aos 62 anos.

O texto é praticamente idêntico ao de uma tradução feita pelo português Cabral do Nascimento e que, adaptada por Ruth de Biasi, foi lançada no Brasil nos anos 80 pela Record. Em 2004, a mesma Record lançou uma nova tradução, de Renato Aguiar.

“Segundo Felipe, o livro foi traduzido pelo Wilson, que lhe pediu para acertar algumas palavras e dar a forma final no texto. É o que eu sei”, diz a jornalista Vera Lúcia Rodrigues, 49, que viveu 22 anos com Borges e hoje responde pela Germinal. De acordo com ela, a editora era um projeto exclusivo de Borges, sobre o qual a família pouco sabia.

O outro romance plagiado é Os Sonâmbulos, do austríaco Hermann Broch (1886-1951). A Germinal publicou em um só livro os três volumes das Edições 70, de Portugal, lançados em 1988. O primeiro foi traduzido por Antônio Ferreira Marques e os outros dois, por Jorge Camacho.

No livro da Germinal, o nome do autor aparece grafado errado na capa: Hermann Brock. E a tradução está assinada pelo próprio Wilson Hilário Borges. “Eu só sei o que está no livro: ele assinou a tradução”, diz Vera Lúcia.

Em julho, quando procurada por e-mail por Alfredo Monte, ela defendeu a “idoneidade” dos tradutores e considerou um sinal de qualidade o fato de as traduções serem tão parecidas com versões portuguesas. Hoje, ela diz que, na época, ainda desconhecia a possibilidade de plágio e que não recebeu muitas informações para poder investigar a história.

“Para mim, é muito difícil pensar que ele [Borges] possa ter feito isso”, diz Vera Lúcia. Quando ouvida sobre Oblomov, ela afirmou estar disposta a corrigir os eventuais erros. “Não é meu objetivo lesar ninguém. Se alguém foi lesado, vamos buscar reparar.”

No caso de Oblomov, Borges pôs o nome de sua filha Juliana como tradutora. O texto é plágio do feito pelo poeta mineiro Francisco Inácio Peixoto (1909-1986) para a Edições O Cruzeiro em 1966. Juliana também aparece como tradutora nas edições de Chegada e Partida e Ladrões na Noite, ambos do húngaro Arthur Koestler (1905-1983).

Em comum com Oblomov, as edições de Mulheres Apaixonadas e Os Sonâmbulos têm muitos erros de revisão. Dentre as poucas mudanças feitas nas traduções estão a troca das grafias de palavras, como “protectora” e “objectivo”, escritas assim nas versões portuguesas.

Trechos complexos servem como exemplos do plágio, pois dificilmente seriam escritos por dois tradutores diferentes É o caso do que está na página 563 da edição da Germinal de Mulheres Apaixonadas: “Aquele lugar evocava uma panela pouco funda que jazesse entre neve e pedregulhos, num mundo perto das nuvens. Ali adormecera Gerald. Em volta os guias tinham pregado estacas de ferro, de maneira a poderem içar-se com o auxílio de uma comprida corda amarrada a elas; assim atingiriam, para além dos cimos denteados, a área de neve endurecida, que se confundia com o céu e onde se escondia Marienhutte, entre penhascos”.

Um trecho da página 160 de Os Sonâmbulos é um outro exemplo deste tipo: “Acudiu-lhe ao espírito uma frase de Clausewitz: ninguém age senão por pressentimento e instinto da verdade. E, num pressentimento, o coração revelou-lhe que lhes seria concedida, num lar cristão, a ajuda salvadora e protetora da graça, para que eles não tivessem de peregrinar sobre a terra ignorantes, desamparados e sem objetivos, a caminho do nada”. (Reportagem transcrita da Folha de S. Paulo de 23 de dezembro)

SAIUBA MAIS

Versão recente “capricha” no número de erros

O semanário Jornal Opção, de Goiânia, publicou reportagem em 28 de novembro sobre o plágio do romance Oblomov, um clássico da literatura russa, escrito em 1859.

O repórter Euler Belém fora alertado pelo professor Anselmo Pessoa, da Universidade Federal de Goiás. Resenhas feitas por José Maria Cançado, na Folha, em 2002, e Arthur Danton, no site TodaPalavra, em 2003, apontavam estranhezas na edição da Germinal, mas sem afirmar que fosse plágio.

A Folha pôde confirmar a história ao obter as duas versões de Oblomov: a de 1966, traduzida por Francisco Inácio Peixoto, e a de 2001, assinada por Juliana Borges. O plágio vai da primeira à última página.

Somente se tentou atualizar a grafia, já que a versão de Peixoto era anterior à reforma ortográfica de 1971. Mesmo assim, foram deixados acentos errados como em “fêz” e retirados outros equivocadamente, como em “have-lo”.

A edição impressiona pela quantidade de erros de digitação, pontuação e frases truncadas. Arthur Danton chegou a contar 270 incorreções. O fato se repete em Mulheres Apaixonadas e Os Sonâmbulos.

Além de utilizar o nome da filha Juliana como tradutora, Wilson Hilário Borges pôs outra filha, Gabriela, como editora de Oblomov. Segundo Vera Lúcia Rodrigues, as duas nunca tiveram ligação com a Germinal.

A família de Francisco Inácio Peixoto — poeta e escritor nascido em Cataguases (MG), um dos fundadores da Verde, importante revista modernista — disse à Folha que buscará uma reparação na Justiça. (Luiz Fernando Vianna)

Primeira mão

Quem lê o Jornal Opção ficou sabendo em primeira mão os principais nomes indicados por Iris Rezende para compor seu secretariado.

O nome de Márcia Campos, por exemplo, saiu pela primeira vez, como cotada para secretária da Educação, no Jornal Opção. Os outros jornais, todos eles, apostavam em Laydes Seabra, que, desde o início, era carta fora do baralho.

O Jornal Opção também foi pioneiro em publicar os nomes dos prováveis novos secretários do governo Marconi Perillo. Quem tiver paciência pode (e deve) conferir.

Incompetência policial

Uma nota publicada no Giro, coluna do Pop, dando conta de que pelo menos mil inquéritos foram devolvidos pelo Ministério Público por culpa de delegados incompetentes provocou reação do diretor da Polícia Civil, Humberto de Jesus Teixeira, que respondeu informando sobre a qualidade dos profissionais que trabalham sob seu comando.

A realidade, porém, é muito pior. Em vez de mil, foram quase 5 mil os inquéritos devolvidos de janeiro do ano passado até novembro deste ano, de acordo com informações do MP. Muitos criminosos estão soltos porque delegados fizeram besteira na hora de montar o inquérito, impossibilitando com isso qualquer ação do Ministério Público.

Em vez de chiar, Humberto Teixeira, delegado competente, deveria qualificar sua polícia.

Papai Noel torturado

A agência de publicidade Central do Brasil produziu uma campanha arrepiante para a Pinauto, concessionária Fiat. Arrepiante no mau sentido, pois submeteu Papai Noel a uma sessão de torturas para confessar que promoção estava marcada para segunda-feira, 22.

Jogaram o bom velhinho no porão e torturaram o coitado sem dó. Se a propaganda deu resultado, não se sabe. Mas foi de um mau gosto terrível. Merecem um puxão de orelhas o autor da idéia e o diretor da empresa (Marcos Vinícius Queiroz), que aprovou a estupidez.

Em tempos de democracia, o comercial faz lembrar os velhos tempos da ditadura, os anos de chumbo que ninguém quer que voltem. Nem mesmo numa campanha publicitária.



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