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Source:  http://vocesa.abril.com.br/blog/chrystiane/pagina3.shtml

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17/10/2007 - 11:51

As ações mais negociadas

Achei muito interessante uma comparação feita pela Economática, empresa de análise de ações, sobre o volume diário de negociação das bolsas de valores da América Latina. Algumas ações brasileiras são tão transacionadas que chegam a movimentar o mesmo valor que as principais bolsas de valores latinas. Veja alguns exemplos abaixo. Os valores estão em milhões de dólares:

Mas por outro lado apenas uma ação dos Estados Unidos pode movimentar mais do que todo mercado latino - México, Colômbia, Peru, Chile, Argentina, Venezuela e Brasil - em um único dia. Juntas as bolsas negociam 2,571 bilhões de dólares, o mesmo que a ação do Google, que é a segunda mais negociada nos Estados Unidos. A  primeira é a Apple Computer com volume diário de 3,9 bilhões de dólares por dia.




08/10/2007 - 12:03

Ações: as dicas do Didi

Odir Andrade Aguiar, de 48 anos, é um sujeito interessante. Ele é formado em administração de empresas e engenharia mecânica. Tem 25 anos de experiência trabalhando em bancos e corretoras de valores. O carioca é reconhecido pelos colegas por ter desenvolvido um modelo gráfico, o Didi Index, baseado no estudo do comportamento médio do mercado, que é derivado do estudo de médias móveis. Ele também ganhou muito, muito dinheiro com ações.

Graças a fortuna que acumulou, tem uma rotina que pode causar inveja em muitos executivos. Trocou o eixo Rio-São Paulo para morar em Natal (RN). Acorda às 5h da manhã para pegar onda, volta para casa por volta das 7h e toma café da manhã. Aí, dorme um pouco e acorda para acompanhar o mercado financeiro. “Se tem coisa boa para operar, eu opero, senão deixo para lá”, diz. O gosto pela praia vem de longe. Recém-formado, Didi começou a trabalhar em uma corretora de um amigo do pai e viu que conseguiria fazer dinheiro fácil no mercado financeiro.

Com jeito e gosto pela coisa, ele trabalhava três meses, ganhava dinheiro e depois ia morar pelo menos um ano no litoral paulista. Quando o dinheiro acabava, ele voltava para o mercado financeiro, ganhava mais grana e voltava para a praia. “Até que um dia os caras sacaram que não adiantava me contratar porque eu não ia ficar muito tempo, fiquei com fama de vagabundo, merecidamente. Foi quando decidi montar uma empresa de análise gráfica, em 1999, a Doji Star Four Gráficos”.

Agora, ele só viaja para o Sudeste para encontrar clientes, entre corretoras e bancos, e recentemente incluiu na agenda a gravação do Traders, o primeiro reality show financeiro da televisão brasileira. Ele é o apresentador do programa que começou a ser exibido este mês, em TV por assinatura, pelo Canal Ideal, da Editora Abril. No programa, quatro equipes de investidores disputam quem vai ganhar mais dinheiro no mercado de ações. Numa pausa nas gravações, Didi recebeu esta blogueira e elegou as ações que, segundo suas análises gráficas, têm maiores chances de valorização no curtíssimo prazo. Ou seja, são recomendadas para os investidores mais apressadinhos que querem correr o risco de tentar ganhar muito em pouco tempo. A carteira recomendada pelo Didi para buscar retornos positivos ainda este ano inclui as seguintes ações:

· Braskem PNA
· Net PN
· Acesita PN
· Plascar Participações ON
· Rossi Residencial ON

Naturalmente, como especialista em ações, Didi sabe que há alguns projetos de vida, como um plano de investimento para garantir a educação universitária do filho no futuro, não podem ser expostos ao risco de uma estratégia de curto prazo. Por isso, sua análise não deixou totalmente de lado os pápeis negociados na Bovespa para quem não quer se preocupar com a oscilação diária do preço das ações. Neste caso, sua dica é comprar papéis de empresas sólidas como:

· Petrobras PN
· Vale do Rio Doce PNA
· Usiminas PNA
· CSN ON
· Gerdau PN




01/10/2007 - 11:13

O poder do caderninho

Eu cubro finanças e economia há mais de 10 anos. Comecei em 1997 na Folha de S.Paulo e nos meus primeiros meses na redação pensei:

-         Agora vou ficar rica porque vou saber todas as estratégias para ganhar mais dinheiro.

Bom, não fiquei rica. Pelo contrário. Muitas vezes fiz exatamente o contrário daquilo que os analistas recomendavam. O caso mais emblemático foi no final de um ano que decidi passar o Natal em Nova York, nos Estados Unidos. Eu e meu cartão de crédito nos divertimos muito. Gastei muito mais do que poderia e em dólar! Em janeiro me deparei com a fatura do cartão e mais as famigeradas contas do início do ano – IPTU, IPVA, seguro do carro... Cai no cheque especial e tive a sensação de que nunca mais teria minhas contas no azul de novo.

Eu pensava:

-         Mas eu não gasto tanto e por que sempre me falta dinheiro?

Decidi então anotar tudo o que gastava durante um mês para ver onde poderia cortar gastos. Virei a chata com o caderninho na mão. Anotava tudo: 1 real do cafezinho, 0,50 centavos para o moço que olhou o meu carro, 7 reais para uma revista de moda... Foi trabalhoso, mas deu certo. Descobri por exemplo que gastava 20 reais por mês só com chicletes, muito dinheiro com revistas que nem lia e uma boa grana com cremes que eu não usava. Com as finanças detalhadas consegui ver onde poderia cortar gastos e consegui voltar para o azul. Agora, toda vez que acho que posso perder o controle das minhas contas ressuscito o meu caderninho.

 




24/09/2007 - 14:57

Os juros do doutor Roberto Setubal

Certa vez eu entrevistei o presidente do Itau, Roberto Setúbal, e perguntei a ele qual o percentual de clientes que usavam o cheque especial. Eu imaginei que ele ia me dizer que boa parte dos clientes do varejo caíam nos juros do cheque especial. Para minha surpresa ele respondeu:
- Poucos, pouquíssimos. Os juros do cheque especial são muito altos. O cliente fica três ou quatro dias, mas depois procura outra alternativa como o crédito pessoal que é muito mais barato.
Pois é. Se até o presidente do Itau acha que os juros do cheque especial são altos é porque realmente eles devem ser muito altos. Os juros médios que os bancos cobram pelo uso do cheque especial são de 143% ao ano. Já as taxas do empréstimo pessoal ficam em 86%, segundo uma pesquisa da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). Em outras palavras: cheque especial só em último caso.




14/09/2007 - 18:19

Freio nos juros

O Banco Central (BC) divulgou a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que definiu os juros básicos da economia em 11,25% ao ano, na semana passada. Essa taxa serve de referência para todas as outras operações na economia. O documento mostrou que os diretores do BC estão pensando em manter os juros neste patamar pelos próximos meses. Eles consideraram que a redução dos juros feitas nos últimos dois anos ainda não foi totalmente absorvida pela economia real. Quer dizer, o BC fez a parte dele e cortou os juros, mas os bancos privados e o comércio reduziram bem menos suas taxas para os clientes.
O receio do BC é que se os juros básicos continuassem caindo, a inflação poderia acordar. O raciocínio é de que com crédito fácil, parcelas a perder de vista com juros baixinhos a gente costuma consumir mais. E se a indústria não estiver preparada para atender o aumento da demanda do consumo, a tendência é que os preços subam. E a indústria já está operando quase no seu limite máximo.
Bom, e o que você tem a ver com tudo isso leitor? É hora de repensar suas aplicações financeiras já que as taxas de juros não devem cair nos próximos meses. A bolsa continua sendo uma boa opção, mas se você quer apostar na renda fixa prefira os fundos com rentabilidade pós-fixada, normalmente são os fundos DI. Segundo Ettore Marchetti, sócio e gestor da Hedging-Griffo, nos fundos prefixados há chance de você perder dinheiro. O raciocínio dele é que você fizer investimentos no longo prazo com juros prefixados ao redor de 11,25% ao ano você corre o risco de deixar de ganhar dinheiro caso os juros subam. A taxa de juros pode ser elevada pelo BC caso a inflação aumente ou haja uma crise maior no mercado imobiliário dos Estados Unidos que atinja a economia real. Por enquanto, as duas hipóteses ainda são especulações. Mas não custa diversificar seus investimentos.




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Chrystiane Silva é editora de Finanças Pessoais da Você S/A e escreve sobre economia e mercado financeiro há dez anos

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